sábado, 4 de março de 2023

Chrysler Windsor 1947

 Começamos com um curioso texto do Caínhas, de Setembro de 2009, incluído no espaço "Café de S. Pedro" que era uma espécie de tertúlia.

Chrysler Windsor 1947

Nos primeiros anos da existência dos Diamantes, diremos com fidelidade 1964, 1965...


... quando o nosso equipamento ainda se resumia a meia dúzia de caixotes era numa máquina destas que nos deslocávamos para fazer as nossas actuações.
Era num carro igual a este propriedade do Sr. Cochicho, que lá ia sete pessoas mais o equipamento, e ainda um porta-bagagem no tejadilho com um cesto mandado fazer de encomenda no cesteiro da Estefânia, (junto à casa do Xixó), uma coisa desconforme onde ia a bateria, os suportes de microfone, e mais algumas coisas pequenas que fosse possível lá meter. Não é que não houvesse espaço, havia sim o problema de pegar naquilo tudo e colocar no tejadilho do carro, e ainda este suportar tanto peso, não podíamos abusar sob pena de o tecto amolgar como chegou a acontecer, ia abaixo e depois tínhamos que aliviar o peso do cesto, era a risada geral pela nossa parte um grupo de rapazolas, e a tristeza e aflição por parte do Sr. Cochicho, que via a sua vida a andar para traz.
Aos preços de hoje ter uma viatura destas para fazer a praça de táxis, cada corrida ficaria ao preço do ouro. Existem carros destes que fazem trabalhos específicos, mas faço ideia de
quanto custará.

Resumindo, este carro faz parte da história dos Diamantes Negros, quem ler o nosso livro DIAMANTES NEGROS 40 anos de histórias, quando falo no episódio da perninha de vitela, e na deslocação para tocar nos Bombeiros da Lourinhã, foi numa viatura destas que fizemos todo o percurso que lá está descrito pormenorizadamente.

Foto retirada da Web do site doidos por clássicos! Galeria dos Entusiastas.
Este carro está no Porto e o seu dono é o Sr. Paulo Brandão.
Este veículo foi adquirido em 1986. Sofreu um restauro de pintura e interiores, mantendo os padrões originais. É de salientar que o motor não necessitou de qualquer intervenção.
Tem um Motor de 6 cilindros em linha, 4000 cm3 e 115 Cv às 3600 rpm. A caixa é semi-automática. Combustível – Gasolina.
Para uma máquina com 62 anos é obra, já não se fazem máquinas destas. Temos os dois a mesma idade, vamos ver quem morre primeiro.

Sintra, Setembro de 2009
Caínhas

sexta-feira, 3 de março de 2023

Vem aí o Baú dos Diamantes Negros...

 A caminho do 60.º Aniversário que será celebrado em Janeiro de 2024 vamos dar início a uma nova página de recordações, O NOSSO BAÚ.

Socorremo-nos dum backup (feito em boa hora) do site inicial editado há mais de 10 anos e que continha uma série de textos de muito interesse.

O aspecto era este:

 

Estejam atentos para acompanhar esta nova iniciativa e não se esqueçam:

OS VERDADEIROS DIAMANTES SÃO ETERNOS!

sexta-feira, 27 de janeiro de 2023

o 59.º Aniversário dos Diamantes Negros

 No passado dia 25 reunimos mais uma vez a família mais chegada para comemorar a data.
Infelizmente não pudemos contar com a presença do Xixó e da Lena por motivos particulares.
Um almoço com músicos e amigos que proporcionou um franco convívio pela tarde fora.
Aqui ficam algumas fotos para memória futura.

Para o ano que vem vamos finalmente entrar nos Anos 60! Até lá e haja saúde!





 

quarta-feira, 25 de janeiro de 2023

Para que conste

No 59.º Aniversário da fundação dos Diamantes Negros um texto do Caínhas em 2010.

 25 De Janeiro 1964, tão longe e tão perto das nossas memórias... 

Quando alguma coisa, ou pessoa nasce, ou iniciou qualquer actividade, o primeiro dia é sempre lembrado e quiçá alvo de comemoração. Os Diamantes Negros sempre o fizeram, umas vezes mais outras menos pomposas, mas sempre a dignidade foi presença assídua.

25 De Janeiro 1964, tão longe e tão perto das nossas memórias, éramos tão novinhos, tão ingénuos e tão puros. As pessoas gostaram de nós e idolatraram-nos como se de um concerto dos melhores se tratasse. Pois são essas memórias e outras que anualmente recordamos a 25 de Janeiro, com os nossos amigos e amigas, que sempre nos acarinharam e hoje bem de cima dos nossos “sessentas” e mais alguns anos, voltamos a esse dia mágico que fez mudar as nossas vidas.

25 de Janeiro já passou há uns dias, ainda não nos tínhamos debruçado sobre a feitura de umas linhas do mesmo que foi comemorado como não podia deixar de ser. Fez-se um jantar de aniversário que teve um único organizador o nosso amigo Zé Branco Nascimento, que como lá disse o Heitor para nós sempre foi o Zé Branco e com a idade passou a Nascimento. Este Heitor para quem o conhece e conheceu como nós, está sempre a ser surpreendido com as suas imprevisíveis graçolas, como o foi a determinada altura em que o Zé fez uma alusão, como sempre divinamente bem escrita sobre os anos sessenta, culminado com um poema lido pelo Vítor Ricardo sobre o Baile da Sociedade, sem dúvida o momento mais alto da noite. Mas antes de chegar ao poema o Zé falou sobre os anos sessenta, sobretudo os acontecimentos que se passaram neste rectângulo que é o nosso país, e outros que não passaram para além das fronteiras do nosso concelho, e ao falar do abalo sísmico de final dos anos 60, do fogo na Serra de Sintra em 66 e das cheias em 67, de imediato o Heitor atalhou que andava tudo trocado, se a chuva tivesse vindo no dia do fogo nada disso tinha acontecido!

Não fiz na altura o devido agradecimento, nem ele estava à espera disso, mas teria ficado bem um agradecimento público pelo trabalho efectuado para a realização do jantar, onde ninguém meteu nem prego nem estopa, sendo tudo obra do Zé, desde os contactos, aos pormenores da ementa e realização do evento. Embora o Zé esteja sempre a barafustar com os Diamantes, que assim e assado, nunca nos faltou com a sua colaboração e eficácia, e continuamos a contar com ela, e com ele, esperamos por muitos e bons anos. Obrigado Zé.
Estivemos reunidos 25 ou 26 amigos, quase todos os ex-elementos que representaram musicalmente os Diamantes compareceram, excepção ao Luís Cardoso e ao Jaime Pereira, que foram para o Canadá como há muito estava previsto, é claro que são presenças que nunca se substituem mas o acontecimento tinha que ser assinalado, mesmo assim tudo foi feito para que através de vídeo-conferência eles participassem, mas a propagação não ajudou, mesmo assim conseguimos ouvi-los, vê-los só numa esporádica imagem estática.
Foi um convívio onde a música não marcou presença, apenas e só conversa franca, e foi muito bom.

De assinalar que cada vez mais as senhoras vêm marcando presença nestes aniversários e jantares dos Diamantes, onde antigamente e à boa maneira latina nada de mulheres, neste jantar eram sete ou oito, fizeram questão de se separar dos homens, e era vê-las e ouvi-las, não passaram despercebidas embora em minoria.

Como o tempo voa daqui a um bocadinho estará aí o quadragésimo sétimo ano depois de 25 de Janeiro de 1964, esperemos que a saúde de todos nos permita comparecer mais uma vez.

A todos um grande abraço do Caínhas



 

quarta-feira, 9 de fevereiro de 2022

Mais um Diamante Negro que partiu...

 Mais um Diamante Negro que partiu...

Nosso querido Amigo, Vítor Ricardo - Manager dos Diamantes Negros...

Serás sempre recordado com muito carinho e amizade por todos nós...

Até Sempre Companheiro.................













quarta-feira, 20 de janeiro de 2021



Mais um ano de comemoração dos Diamantes Negros...

Desta vez e infelizmente não o faremos com um almoço convivio como é costume......

Vamos comemorar como os tempos modernos e o maldito virus aconselha, online para os elemnets do grupo..

Aqui vai um presentinho da ultima vez que estivemos em estudio......



Veja no YouTube dos DN´s o Concerto Inteiro dos 50 Anos dos Diamantes Negros no Olga Cadaval em Maio de 2014....

https://youtu.be/8Jjz1vJfP4I

Outros Videos Dos DN´s

https://www.youtube.com/c/DiamantesNegros

https://Atenção muito Importante: Ouvir com auscultadores os Videos




quinta-feira, 25 de junho de 2020

Uma pérola de 1967


Os Diamantes Negros ao longo da sua História sempre gostaram de registar os seus progressos. A pérola de hoje remonta a 1967 quando decidiram gravar muitas das suas músicas.
Passados todos estes anos vale a pena relembrar as cenas vividas mas melhor que qualquer outro meio será pôr os protagonistas a contar os detalhes. Ora vejamos numa troca de e-mails os pormenores:


Caínhas:

Gravado na Sociedade, no palco com o velho pano de cena, fechado. Num gravador Grundig de 4 pistas.
A formação; - Caínhas, Luís, Henrique, Carlinhos, e Xixó. 
Neste dia gravámos uma série delas, entre as quais o Lady Jane- Rolling Stones, cantada pelo Henrique.

Camena
Era um daqueles gravadores com bobines grandes, certo?
Eu tenho uma vaga ideia de assistir a qualquer coisa do género em que o gravador estava no meio da sala da S.U.S.

Xixó

Olá a Todos,

Ora bem : por existirem algumas dúvidas e incorrecções, aqui vai um esclarecimento 'técnico'.
1 - O gravador era um gravador normal, equipado com bobines de 18cm, 7 polegadas da marca BASF !!
2 - O técnico, era um craque de Cascais (creio que também fez alguns trabalhos aos Fliers...).
3 - As gravações foram feitas na Sociedade na sala junto ao palco.
-De costas para o palco : Xixó, Henrique Max e Cainhas
- De frente para o palco : Carlinhos do Saxofone e Luis Manuel (para ver os tons dos guitarristas !!!!!).
4 - Foram gravados 15 temas, dos quais 3 solados.
5 - As gravações começaram às 16 horas e acabaram às 19:15. (Obs.: os Beatles demoraram 10 horas para gravar 13 !!)
6 - As cópias das gravações, de minha propriedade .... desapareceram apesar de suspeitar onde elas estejam !!!

Esclarecidos ??

Caínhas:
Xixó querido Líder
As gravações, tens a certeza que foram feitas no teu gravador BASF, DE APENAS DUAS PISTAS ?
Já não digo nada, és capaz de ter razão, porque foi das tuas bobines que saíram as cópias, portanto deves ter razão, mas como o teu gravador era um bocado manhoso, fiquei na dúvida que tivesse feito um trabalho tão bom! AH AH AH. desculpa lá estou a brincar.
Gravamos também aquela dos SHADOWS, que nós alcunhámos do mijão, em que às tantas tu tocavas com uma lâmpada, mais esta que mandaste dos Beach Boys - Sloop John B, aquela solada pelo Sax  These Boots Are Made for Walkin, The moore I see you, cantada por ti, Lady Jane, Rolling Stones, cantada pelo Henrique, e esta dos Troggs, - With A Girl Like You,


Aqui está um registo do acontecimento:



Jaime Pereira


domingo, 5 de abril de 2020


Amigos / Amigas..

Vale a pena recordar o que foi projectado no palco do Centro Cultural Olga Cadaval em Maio de 2014 aquando dos 50 anos do Diamantes Negros, trabalho superior feito e apresentado Pelo Carlos Nascimento...

Cliquem no site abaixo descrito