quarta-feira, 19 de setembro de 2012

Gente de valor, com valores!

Nunca será demais demonstrar insatisfação por tudo o que estamos a passar.
Embora ande por aí muita gente a fazer o frete ao des-governo, eles, de tão incapazes, cada dia que passa se afundam mais, o pior é que levam um país inteiro atráz deles.

Em tempos de confusão e conturbação a nossa história diz-nos, que neste país de brandos custumes, normalmente aparece gente de valor, e, com valores a gritar às armas.
O nosso apreço à escritora e poetisa, Maria Teresa Horta, que sem papas na lingua, disse que se recusava a receber das mãos deste primeiro ministro, o prémio D. Diniz, que ela se orgulha de ter sido galardoada. Não pode no entanto, como mulher de esquerda que sempre foi, receber um prémio das mãos de um político que está a destruir Portugal e os portugueses.
Grande mulher, que a sua coragem não tenha sido em vão.

1 comentário:

  1. Um prémio, um galardão, atribuído a um criador por votação pública ou decisão dos seus pares é sempre estímulo e motivo de alegria e reconhecimento para quem o recebe. É sinal de que não foi em vão todo o trabalho e dedicação posto no acto de criação. Maria Teresa Horta anda na República das Letras há muito tempo. É um nome importante do pensamento português. Se um País só existe porque pensa, ela tem contribuído para o reconhecimento da nossa identidade como Povo. Maria Teresa Horta tem ideias, defende-as com coragem e determinação, com independência e denodo. O prémio D. Diniz existe e foi-lhe atribuído com justiça. Que ela se recuse a recebê-lo das mãos do coveiro do nosso Povo só vem confirmar uma espinha dorsal que não se curva, uma combatividade que não se rende e uma força que não fraqueja. Honra lhe seja por uma atitude que só surpreenderá quem desconheça o seu trajecto de pessoa, de criadora e de cidadã. Que sirva de motivo de meditação para todos nós.
    Cândido Mota.

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